EU, POR EU MESMA...

Inspirar... é o que gosto!
Há uns anos atrás abri um estúdio de fotografias
chamado Inspira! Minha
intenção era fazer um
trabalho que energizasse
meu cliente, que a pessoa
fotografada se sentisse
renovada e motivada com
a sessão fotográfica e com
seu book em mãos. Por "n"
motivos, principalmente a
falta de capital de giro, a
inexperiência administrativa
e uma maravilhosa gravidez
surpresa no meio do cami-
nho, fechei o negócio!

Minha próxima tentativa
de "inspirar" pessoas foi
desenvolver e pôr em
prática o projeto de uma
revista de fotografias,a
SFC - Social Foto Clube.
Linda, um instrumento
perfeito para meus ideais.
Porém, este barco também
teve de ser abandonado.

Agora, minha próxima
empreitada ainda é uma
incógnita! Estou me
aperfeiçoando para conti-
nuar a pôr em prática meus
sonhos e meus ideais!
E o "Da Minha Aldeia" é um
estímulo para que minha
escrita, que tanto me faz
bem, continue a ser minha
válvula de escape e meu aprendizado constante!
E, claro, uma tentativa
de inspirar!

Espero que gostem da
minha aldeia e do que há
nela escrito! E, por favor,
interajam! Mandem e-mail,
postem seus comentários!
É só assim que as coisas
fluem: com vias de mão
dupla!

Um forte abraço!

Danielle Cristina



EU RECOMENDO...

Malu Escritora
Blog de uma menininha de
apenas 7 anos, muito
esperta e sensível!
Encantador!

Lost Art
Fotografia e turismo
pelos olhos de um casal
que sabe celebrar a vida!

Leituras PUC-PR
A "leitura" da cidade de
Curitiba com a tchurma da
pós em Leitura de Múltiplas
Linguagens da Comunica-
ção e da Arte!

Estante Virtual
O blog do maior site de
busca de livros. Todos
os sebos do país!

Antes de tua chegada
Histórias de amor, de risos,
de carinho... os dilemas de
uma mãe e as mais diver-
sas situações no dia-a-dia
com a filha Letícia!
Inspirador e útil!




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DA MINHA ALDEIA
Danielle Salmória



"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo...
Por isso a minha aldeia é tão pequena como outra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tama nho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."

Alberto Caeiro





07/04/2008 18:53

Mudança de casa! Acesse:
WWW.DAMINHAALDEIA.WORDPRESS.COM

Abraços,
Danielle

Danielle Salmória | comentários(0)



26/03/2008 19:18
SER FELIZ... UM APRENDIZADO DIÁRIO!
"Eu estou aprendendo a ser feliz. Tem que se educar. Que nem [sic] você tem que aprender a ler, a escrever, tem que aprender a ser feliz."
Cazuza, em 1988.
(apud Lucinha Araujo, em "Só as mães são felizes", p. 384)

A busca pela felicidade é uma neurose da qual ninguém escapa. São tantos os meios, tantas as sugestões, tantos os conselhos furados. Eu mesma já me muni de grande arsenal pra ir atrás dela. Tentei yoga e escalada, li livros de auto-ajuda e espiritismo, estudei e pratiquei o xamanismo, quis ser hippie, pintei os cabelos, fiz teatro, meditei em baixo de uma pirâmide, casei, separei, viajei, me viciei em cinema, cantei em coral, dancei, comprei, comi, fotografei... e o que restou disso tudo foi a certeza de que a felicidade é não buscar a felicidade: é, simplesmente, encontrá-la acompanhada de cada erro que cometemos, de cada injustiça que sofremos e de cada bem que fazemos... e, com eles, da esperança de crescermos!

Danielle Salmória | comentários(3)



24/03/2008 15:11
Por que escrever?
"'Escrever é uma arte mágica: quando você põe palavras no papel, num texto autobiográfico ou não, você se mostra para si mesmo e se compreende melhor', diz a escritora Sonia Belloto."
Tenho recebido algumas mensagens inspiradas e bem escritas dos amigos que passam pela Aldeia. Desconfio que o ato de escrever não faz bem apenas a mim, mas deve ser algo geral... Encontrei uma matéria bastante esclarecedora na edição de março da revista Bons Fluidos. Espero que inspire mais amigos a postarem mensagens aqui e até mesmo a criarem seus próprios blogs, usando este canal como diário ou como suporte para publicação e divulgação de quaisquer literaturas e outras invencionices!

Um trechinho da matéria:
"Quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara. Eis um ditado que mostra, de forma simples, a importância de verbalizar o que sentimos e pensamos, pois o que não é expresso tende, mais cedo ou mais tarde, a afetar nosso bem-estar e até nosso estado de alma. Segundo o psicólogo Waldemar Magaldi Filho, professor da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, ao entrar em contato com seu colorido interior, dispondo-se a abrir e a contar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, muito do que foi vivenciado pela pessoa se ilumina. 'Narrando os fatos, percebemos que eles talvez não sejam tão negativos quanto pensávamos, que a raiva que alguém despertou em nós diminuiu, que o trauma que sofremos já não assusta tanto, que nossas vitórias foram mais importantes do que pareciam', explica o especialista. Da mesma maneira, o que a princípio foi visto como algo trágico pode, com o passar do tempo, se revelar uma grande oportunidade de crescimento. 'Isso é o que chamamos de re-significar, ou seja, atribuir um novo sentido às coisas', completa."
Texto na íntegra AQUI.

Danielle Salmória | comentários(1)



14/03/2008 19:46
O BOM VELHINHO...
Estou lendo - entre outros livros na minha bagunçada e misturada leitura -, As Curvas do Tempo, memórias de Oscar Niemeyer. Adoro biografias e memórias. Talvez seja minha literatura preferida. Sempre tiro algo de bom, algo de ruim, e isso vai ajudando a construir minha vida e minhas próprias memórias. Dessa vez, Niemeyer, esse bom velhinho que dá vontade até de levar pra casa, fez com que eu me sentisse uma pessoa mais "normal", porque pude compartilhar de um mesmo sentimento descrito no livro. Depois de contar causos de sua juventude, bastante boêmia e de inúmeros amigos, ele conclui que "a vida continua e aqui vamos nós, caro leitor, fingindo acreditar em coisas sem maior importância, vestidos de arquiteto, a discutir arquitetura com uma devoção que este mundo injusto certamente não justifica." É a mesma sensação que, de uns meses pra cá, venho sentindo em relação a minha profissão, o jornalismo, e aos meus ideais de "melhorar o mundo"! Há tantas coisinhas fúteis e inúteis que temos que nos entreter no dia-a-dia, para as quais temos que despender tempo... há tantas conversas e almas vazias... é tanto esforço dedicado ao que não é essencial... enfim, há tanta desilusão, dia após dia. Mas elas não podem nos abalar e nos esmorecer. É preciso ir adiante, sempre, porque destes sonhos, por mais escondidinhos que deixemos em nós, é que temos energia para continuar!
Danielle Salmória | comentários(3)



11/03/2008 11:28
MEU FILHO! MINHA VIDA!
Hoje escrevo apenas para homenagear meu menino amado! Não há nada no mundo mais belo e mágico do que um filho, simplesmente porque são as únicas pessoas capazes de, sincera e efetivamente, nos tornar melhores a cada dia!
Com ele, viro criança todas as noites, rolando no sofá de tanto rir! Com ele viajo pelo mundo da fantasia, inventando e reinventando histórias! Com ele aprendo o que é ser SER HUMANO, buscando ser alguém melhor a cada erro ou deslize que percebo ter cometido. Com ele aprendo que amar é nortear, mas deixar livre para voar! Com ele aprendo que muito mais importante que palavras e gestos, é o olhar!
FELIPE, MEU FILHO, OBRIGADA POR ESTAR NA MINHA VIDA E FAZER DELA ALGO MÁGICO E DIVINO! TE AMO MAIS QUE TUDO!

Danielle Salmória | comentários(9)



17/01/2008 16:20
... CAZUZA NÃO COMBINA COM PRAIA ...
No radinho, na tenda montada na beira da praia, "Boas Novas". Duas gurias conversam. "Cazuza não combina com praia", diz uma delas. Bingo! Um tema para o trabalho que eu deveria entregar para conclusão da disciplina de música, da pós-graduação de Leitura de Múltiplas Linguagens!
Realmente, "eu vi a cara da morte e ela estava viva"1 não combina com praia, mas talvez a guria tenha generalizado demais, porque "eu preciso dizer que eu te amo"2 ou "eu quero a sorte de um amor tranqüilo"3 são trechos que podem, sim, ressoar harmonicamente com as areias brancas de uma bela praia enquanto outra-guria-bobinha-sonha-acordada-em-uma-rede-pendurada-entre-dois-coqueiros.
A música é o clima. E a temperatura pode ser das mais baixas ou estar entre as mais altas, vai depender da música. Tudo na vida, coisas e pessoas, o universo enfim, tudo tem seu ritmo e é influenciado pelos ritmos ao redor. Nem refiro-me aqui ao mérito de freqüência de ondas, busco apenas enfatizar a importância da música em nossas vidas, a influência – negativa ou positiva – em nosso cotidiano.
A música nos envolve, desperta sentidos e faz oscilarmos entre diversos estados físicos e emocionais. Sendo assim, como arma poderosa, é utilizada em igrejas para fortalecer a fé de fiéis – e convencer infiéis! -; serve de instrumento de tratamentos psicólogicos; é utilizada em criadouros de animais para acalmá-los; é insistemente indicada a gestantes, a fim de que venha ao mundo um bebê tranqüilo, esperto e com ouvidos aguçados; entre muitos outros empregos.
Cada ouvinte traz uma bagagem musical e sensorial distinta. Para uns, "segue o seco sem sacar que o caminho é seco"4 é uma estrada longa e estafante, enquanto para outros, "ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais"5 é a estrada solitária e serena. “Longe de casa a mais de uma semana”6 pode trazer uma melancolia inexplicavelmente gostosa, da mesma agradável e despretensiosa sensação ao ouvir “eu gosto tanto de você que até prefiro esconder”7. Talvez este encare com revolta quando se escuta algo sobre “nas favelas, no senado“8, enquanto aquele sinta remorso ou algo parecido ao ouvir alguém anunciar “sou uma gota d'água, sou um grão de areia“9. Alguns deixam de acreditar que tudo é pra sempre quando percebem que “mudaram as estações”10, porém, mantêm uma ilusão, de bobeira mesmo, achando que detalhes “a toda hora vão estar presentes”11. Às vezes, a música convida a bailar pelas lembranças da infância, como quando chega um certo “ursinho querido”12 ou pelas lembranças de um tio querido que faz pensar na família maravilhosa que se tem, ao ouvir, sabe-se lá o porquê, “você não é doce de côco mas enjoei de você”13! Algumas canções têm o poder de nos remeter a lugares especiais guardados no coração, lugares que abrigam o que éramos e o que somos na essência... tais como quando o trio “começa na Ponta Grossa e termina ali na praça...”14. E pra alguns é tão fácil abrir a boca e cantarolar, em alto e bom som, quando no radinho toca “enquanto você se esforça pra ser”15, da mesma maneira que é até difícil respirar quando uma voz feminina, nada tímida, faz ressoar “por isso cuidado meu bem”16. Na música, alguns sabem a hora certa de perguntar “Do You Wanna Dance”17 e outros de dizer que, dançando bem ou mal, “na nossa festa vale tudo”18. E a saudade em “vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não pode ser“19. E a prévia saudade, antecipada, em “menininha, não cresça mais não, fique pequenininha na minha canção”20.
Música é paixão pela vida. E é por isso que me emociono a cada vez que meu filho, com menos de dois anos, liga o som, aponta para um de seus cd´s de músicas preferido e escuta “Leão! Leão! Leão! És o rei da criação!”21 e dança comigo. E é por isso que me emociono a cada vez que escuto um fugidio “Pau, Edra, Im, Inho, Esto, Oco, Ouco, Inho, Acro, Idro, Ida, Ol, Oite, Orte, Aço, Zol...”22 Fugidio... tal como nossa alma, que escapa e viaja, quando envolvida por música. Pulsante… tal como as batidas de nosso coração, aceleradas ou retardadas pela música. Fluido… tal como nossa respiração.


SELEÇÃO
1. Boas Novas, Cazuza.
2. Preciso Dizer Que Te Amo, Dé/Bebel Gilberto/Cazuza.
3. Todo Amor Que Houver Nessa Vida, Cazuza/Frejat.
4. Segue o Seco, Carlinhos Brown/Marisa Monte.
5. Ando Devagar, Zé Ramalho.
6. A Dois Passos do Paraíso, Evandro Mesquita/Ricardo Barreto.
7. Apenas Mais Uma De Amor, Lulu Santos/Nelson Motta.
8. Que País É Este?, Renato Russo.
9. Pais e Filhos, Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá.
10. Por Enquanto, Renato Russo.
11. Detalhes, Roberto Carlos/Erasmo Carlos.
12. Ursinho Pimpão, T.Landa/T.Cruz/Edgard Poças.
13. Doce de Côco, Cláudio Fontana/Wanderley Cardoso.
14. Hino da Banda de Guaratuba, Heitor Valente/César Costa Filho.
15. Maluco Beleza, Raul Seixas/Claudio Roberto.
16. Como Nossos Pais, Belchior.
17. Whisky à Go-Go, Michael Sullivan/Paulo Massadas.
18. Dancin Days, Nelson Motta/Ruban Barra.
19. Chega de Saudade, Vinicius de Moraes.
20. Valsa Para Uma Menininha, Vinicius de Moraes/Toquinho.
21. O Leão, Arca de Noé, Fagner/Vinicius de Moraes.
22. Águas de Março, Tom Jobim.

Danielle Salmória | comentários(1)



15/12/2007 00:04
PERGUNTA A DONA TITA...
Ontem, no Jô, Dona Tita. Uma senhorinha com seus mais de 100 anos. De espírito jovem, disse que queria nascer de novo agora, com a sabedoria e as experiências acumuladas. E declamou a poesia preferida, decorada [perdi a aversão do “decorado” quando entendi que é algo vindo “de coração”]: o Velho Mestre. Então me vi aos 100 também [na verdade, não preciso e acho que não quero ir tão longe...], a sussurrar, volta e meia, para mim mesma, “são demais os perigos desta vida para quem tem paixão, principalmente quando..........”

[...]

Me questiono, por fim: a entrevista foi fraca ou o melhor de toda nossa andança por aí é realmente assim: simples e brejeiro, como as perguntas a Tita?


Danielle Salmória | comentários(2)



04/12/2007 17:54
PORRADA NA MESA – DA IMPORTÂNCIA DE UMA MÃO PESADA
Nunca fui uma aluna brilhante. Mediana, com médias sempre beirando o seis, ou pra cima ou pra baixo, cresci me digladiando com a matemática. Aquilo não era número, era grego. Porém, tive alguém que batia – socava – na mesa onde eu estudava, choramingando, a maldita matemática. E dá-lhe porrada, dá-lhe porrada [ na mesa ] até eu compreender logaritmo, funções, geometria... até análise combinatória perfurar as grossas paredes de meu cérebro e conseguir um lugarzinho naquele monte de caraminholas.
DA IMPORTÂNCIA DE UMA MÃO...
O braço firme que sustentava aquela mão era de meu pai. E graças a ele, naquele vai-e-vem de choramingos meus e de porradas dele, nunca “rodei” de ano no colégio. Aprendi matemática na marra! Essas aulas particulares com meu pai vieram à lembrança esta semana pelo aparecimento de um outro “professor maluco” em minha vida! Assim como meu pai, ele também foi bancário. Está me orientando para uma prova de concurso para a carreira... bancária! Com ele, as mesas da sala de aula também estão sofrendo... Coincidência ou não, um bom sinal! Sinal de resultados, de entendimento. Acredito que sim!
(...)
Brincadeiras à parte... espero um dia também ser assim... de alguma forma poder retribuir a dedicação e o conhecimento compartilhado por meus "professores" de toda a vida, bancários e não-bancários.. ser uma boa e velha mão pesada na vida de alguém!

Danielle Salmória | comentários(1)



29/11/2007 01:48
Paraty para Mim - DIÁRIO DE VIAGEM



Chove. Não poderia escrever sobre Paraty ao som de outra música. Somente esse embalo, esse barulim bom, para me guiar novamente pelas pedras que calçam meus pés naquela cidade. E as lembranças começam a vagar, lentas como a garoa, pelos detalhes ricos dessa viagem mágica.
...
Dia 24 de outubro. Desperto às 04h45 da manhã. Sensação de aperto no peito. Nunca deixei meu Felipe por mais de um dia longe de mim. Será a primeira vez. E que aperto no peito em olhar aquele anjinho dormindo na cama ao lado, aquela perfeição de gente, aquela criação divina. Será que vou? Vontade de ficar... Mas é trabalho e é passeio merecido após um período de grandes mudanças, a principal delas minha separação do Eduardo. É a busca inconsciente por algo que ainda não sei o que é, mas que não tarda a ficar óbvio.
Sou levada ao aeroporto pela carona carinhosa de meu pai. Só ele mesmo para atravessar a cidade às 6 da manhã por mim! Pego o vôo das 7 com uma hora de atraso. Pela forte chuva que caía no Rio (ela, mais uma vez!), desvio a rota para Belo Horizonte. Sempre quis conhecer Minas Gerais, mas podia ser mais que o banheiro do aeroporto... nos fizeram descer do avião e, desorganizadamente, retornar cinco minutos depois. Seguimos ao Galeão, finalmente. O caos. Além do cansaço da viagem, o cansaço pela espera ansiosa da bagagem (que só apareceu duas horas depois, encharcada) e o cansaço mental de tentar achar uma solução: Rio de Janeiro em colapso pelo aguaceiro que desabava, pelo túnel desmoronado, pelas ruas alagadas e pela indisponibilidade de táxis. Deveria entrevistar às 11 horas, no Leme, o Flávio Damm, renomado fotojornalista, consagrado na década de 50 por seu trabalho na revista O Cruzeiro, e parte integrante da história da imprensa brasileira. Leme alagado. “Seu Flávio, me desculpe pelo transtorno, não se prenda aí por mim, acho que dessa vez não vai dar.” 13h, esperando a bagagem. 13h30, louca de fome. “Seu Flávio, voltarei para Curitiba. Marcamos outro dia.” 14h, chega a bagagem estropiada. Almoço: uma gororoba de hambúrguer com batatas-fritas. 15h, na fila do guichê da Tam para retornar a Curitiba, desanimada, cansada e sem visualizar outra saída. Mais de 50 pessoas na minha frente e uma má vontade tremenda por parte dos funcionários. Ligo para a rodoviária. Tem saída para Paraty às 16h. Um segundo para pensar. Pronto! Saio correndo da fila e encontro um táxi. Direto para a rodoviária. O trânsito para aquela região estava mais tranqüilo. “Seu Flávio, estou indo a Paraty mesmo.” “Ah, menina, vá sim! Aproveite bastante, se divirta... Se puder, na volta, passe aqui. Ah, calce um tênis. Paraty, nessa chuva, é inviável com outro sapato.” Dá tempo até de ler um trechinho de “O Adiantado da Hora”, de Cony, debaixo de respingos de chuva, antes de embarcar. Alívio. Respiro fundo e me acomodo no banco do ônibus. O começo da paz que reinaria durante toda minha estada naquele paraíso chamado Paraty, sem me deixar por um segundo sequer.
Apago um pouco durante o trajeto. Ônibus quebra na estrada. Duas horas de espera até chegar outro veículo. Pela janela da lanchonete, fico vendo a chuva passar. Um frescor, cheiro de chuva. No ônibus, esperando, me concentro facilmente na conversa dos outros passageiros. Conversas boas, de gente mansa. “Sandra, você viu a Fulana de Tal que...?” “Então fui ao médico e...” “Trabalhar no Rio durante esses dias foi...” “Amor, você deveria ter falado isso antes, já estou à caminho...” Que inocência, simplicidade e ingenuidade do casal com a filhinha de lábios leporinos. E os estrangeiros, de onde seriam? Quatro figuras curiosas... E a criança chora. E aquele choro estridente de recém-nascido me faz bem, me traz paz, ativa valores novos em mim. Saudade muita do Felipe.
Outros “Costões” [como são chamados os ônibus da empresa Costa Verde] chegam e saem. Nenhum o meu. Alguns passageiros com destino a Angra [dos Reis] embarcam nos bancos vazios dos Costões. Eu espero. E pela primeira vez foi bom esperar.
O grupo que restou se uniu de forma inexplicável. Passageiros e motorista numa harmonia estranha, como se fôssemos todos compassivos uns com os outros. Estranha ligação. 23h, finalmente, Paraty. Sandra, uma das passageiras daquele Costão, me leva até a “simples mas limpinha” (fala minha cicerone) Pousada da Dalva, de quem é vizinha. A mala de rodinha nos braços, incompatível com as ruelas de Paraty, me matando com seus mais de 16 quilos. Atravesso uma ponte. Um banho de chuva até a pousada. E que banho bom também na Dalva. A água muito presente, como seria durante toda a viagem! Sinto o início da travessia de outra ponte...
















Danielle Salmória | comentários(0)



29/11/2007 01:27
DIÁRIO DE VIAGEM - 25 OUTUBRO 2007
Abro a janela e garoa! Meu all star está encharcado, sem qualquer possibilidade de uso. “Estou sozinha, certamente continuarei a viagem sozinha, [essa já é outra história “triste”... deixa pra lá!] mas estou em Paraty e isso é tudo de bom”, penso. Desço as escadinhas da Dalva e me surpreendo com uma varanda linda, coberta de folhas de parreira, algumas mesinhas bem postas e um café-da-manhã simples, mas delicioso e acolhedor. Com o cansaço com o qual cheguei ontem não pude perceber este ambiente. [Enquanto escrevo, neste exato momento, pousa uma joaninha na tela do computador. Escrever sobre Paraty envolve sempre a natureza e seus encantos, como joaninhas, sol e chuva!] A chuvinha dá uma trégua e saio da Dalva, pé ante pé, sentindo a cidade de mansinho. Sigo para o centro, em busca do casarão onde aconteceria a primeira entrevista do dia: uma conversa entre César Barreto e Marcos Piffer, orientada por Juan Esteves. Logo na entrada encontro o Juan. Como já escrevi em outra oportunidade, gente boníssima [uns meses atrás, em Curitiba, eu o entrevistei para a SFC, revista de fotografia da qual coordeno a parte editorial].

Esta primeira entrevista rendeu algumas anotações soltas em meu bloquinho: Vida Viajante, Luiz Gonzaga... Sabiá e Assentamento, Chico... [músicas que amei ouvir, tocadas durante as projeções das imagens de Barreto]; flor de pedra... [adoro aquelas plantas chamadas Flor de Pedra e o Barreto mostrou uma fotografia dela e comentou algo a respeito sobre a ligação de fotografar esta planta e seu fascínio em fotografar pedras, pedras e mais pedras... talvez algo inconsciente envolvendo o “tirar emoção de pedra”]; “gente se mexe, não rola... pra tomar chope é legal” [diz Barreto], “fala, né?” [retruca Juan], “fala” [responde Barreto, sobre sua preferência em fotografar pedras!]; história cigarro x tempo de exposição [não sei por que anotei isso, não lembro mais da história mas imagino do que se trate...]; Weston: horti-fruti [deve ser pela tirada de sarro das preferências de cada um para fotografar. Assim como a inspiração de Weston, Barreto é louco por pedras e moedas... Cada louco, ops, cada fotógrafo com sua mania!]; díptico [anotei porque gosto da palavra e porque achei que poderia render um trabalho pessoal]; “não gosto de fotografar coisas que não gosto” [disse Barreto]; preservação da memória e memória emotiva [sobre o trabalho de Piffer em Santos, o que me lembrou meu trabalho de documentação e registro em Guaratuba]; “chegar sozinho te faz ser acolhido de outra forma, em dupla cria uma unidade” [frases de Piffer, bem didáticas e propicias ao meu momento!]...

Entre música, boa imagem e bons pensamentos, tive um primeiro momento excelente na programação do Paraty em Foco. Conversa boa, muitas reflexões e ligações internas e a natureza também muito presente. Ah, encontrei por lá alguns conhecidos curitibanos, a galerinha da Portfolio, escola de fotografia: companhia durante boa parte da viagem!
Saio do casarão [Casa da Cultura de Paraty] e... uma livraria convidativa - e poderia não ser? - na esquina! Ah, um dos meus grandes prazeres na vida! Não resisto, lógico, dou uma olhadinha geral e... compro um Bukowsky! Encontro o pessoal ali por perto. Hora de uma voltinha rápida pelo centro histórico para especular o lugar e fazer as comprinhas básicas de presentes! Nesta altura do campeonato, já estou munida de uma capa de chuva, que seria minha grande companheira! Na parada para compra da capa, me perco do grupo e opto por não procurá-los! Não fujo... mas também não facilito o encontro! Vontade de andar só, para o tempo render... Então, percebo que o seguir sozinha e o seguir acompanhada estavam se revezando o tempo todo. Desta volta inicial, a ansiedade por saber que tenho apenas mais um dia em Paraty e que não terei tempo de curtir plenamente este lugar. Almoço no Saboroso, buffetzinho por quilo, simples, porém muito bom, com temperos realmente sabororos!


Danielle Salmória | comentários(2)



29/11/2007 01:01
... CONTINUAÇÃO... - PARATY - 25 DE OUTUBRO
À tarde, mais entrevistas. Cláudia Jaguaribe e Tuca Vieira por, novamente, Juan. A questão da construção x não-construção na fotografia. Anotações em meu bloquinho: vocabulário imagético; interpretação... por que é difícil dar certo? As pessoas aceitarem? Falta de costume? [não lembro de que se tratam estas indagações nem mesmo se são minhas ou do Tuca...]; “o tempo de esperar... eu acho legal” [esta, sim, é do Tuca, mas, devagar, passei a adotá-la também]; “teleobjetiva é uma lente que se presta a organizar o caos da cidade” [do Tuca]; “cada imagem contém outras imagens...” [da Cláudia] “...e gera novos recortes” [do Juan]; “eles me mandaram trazer lama e eu trouxe arco-íris" [Tuca, sobre matéria sobre chuva e alagamento para Folha de São Paulo]; “a poluição não era minha pauta, mas me obriguei a fazer a foto para poder sobreviver àquela situação desagradável que estava me incomodando” [Tuca, que é fotojornalista da Folha, sobre um dia de muita poluição em São Paulo e sobre o poder de TUDO, inclusive de “cura”, da fotografia]; suporte... música, projeção... estão ficando importantes hoje em dia, alguns paradigmas estão mudando [penso em estratégias para dar aula – quero, um dia, dar aulas... se possível, sobre fotografia como instrumento de linguagem]; porque um olhar sempre é carregado de outros olhares, de histórias...; “tô menos preocupada em criar imagens do que contextos” [Cláudia]; “trabalho pessoal x profissional... sempre estiveram muito claros, mas a diferença tem se diluído... é uma forma íntima que diz respeito mais a mim mesmo que à cidade... para que eu não perca a paixão do início...” [provavelmente dito pelo Tuca...]; “para mim, as fotos do Tuca também são construídas, cartesianas...” [argumentação de Bob Wolfenson, na platéia]; “toda imagem é uma construção, não tem como fugir disso” [fecha Jaguaribe].

Final da tarde. Saio dali e dou um pulo na Dalva, deito um pouco na cama para descansar para a próxima palestra, que começa às 18h30. Uma maratona! Prevenida, com linha e agulha, costuro minha bolsa nova que já está em fase terminal. Depois um café com queijadinha. Ma-ra-vi-lho-sa! Amo queijadinha!

De volta ao casarão, Bob Wolfenson e J.R. Duran, entrevistados por um menino [Bruno Torturra] que se embasbacou todo lá na frente, coitadinho, perante os dois esnobes. Farta exposição de egocentrimos, babaca discussão sobre o “bom entortamento e o mau entortamento de modelos”. Anotações: “o problema daqui é o isolamento, a não ser que você comece a expor fora, aí você entra no preço internacional” [Bob]; “se você quiser ser reconhecido mundialmente, saia do Brasil” [Bob]; “o $ é um multiplicador. Se você é feliz e tem $, vai ser muito mais feliz. Se você é infeliz e tem $, vai ser muito mais infeliz. E a Playboy é a mesma coisa: é uma multiplicadora dos objetivos das pessoas que estão lá, independente de quais sejão” [Duran, questionado sobre a “bundalização” geral na qual vive - ou sobrevive - nosso país]; “quando o mar bate na rocha, quem se fode é o marisco, e eu sou o marisco” [Bob, sobre as negociações entre agências e clientes]; “eu não acho nada, eu me divirto” [Bob, né?]; e, por fim, “eu acho maravilhoso o digital hoje permitir que todo mundo seja fotógrafo" [também Bob, do alto de seu pedestal rodeado pela grana!].

Noite. Pizza no Spagueto, meu restaurante de todas as noites! Depois, bar do Tchê! Não, do Che mesmo!!! Com direito a Frida Kahlo e forró dos bons, com a presença dançante do mestre Walter Firmo! Saiu deste bar o copo que eu trouxe de lembrança para Curitiba. Caipirinha na íntegra ainda, galera querendo mudar de bar, não dava pra deixar lá!!! Foi junto pro Bar do Lúcio e veio comigo para Curitiba, pra me trazer o clima daquela noite a cada vez que me servir uma água!
À uma da manhã, caminhada pelo centro histórico, ainda muitas fotos... troco um inglês fuleiro com o David [Alan Harvey, um dos principais fotógrafos da National Geographic e integrante da Magnum]... converso um pouco com um menino maluquinho... e, cansada de tanto papo furado, pego o trajeto da ponte em direção ao descanso mais que bem-vindo na noite de hoje!


Danielle Salmória | comentários(1)



02/11/2007 17:50
DIÁRIO - PARATY - FINAL
Dia 26 de outubro. Sexta-feira. Na teoria, meu último dia em Paraty. Na Dalva, companhia para o café-da-manhã: a moça “gralha” do evento, aquela que faz “interessantes” observações em todas as palestras! Gustavo, filho da Dalva, me avisa que devo liberar o quarto até o almoço, conforme combinado, pois há reserva para novos hóspedes. Hora de levantar as reais possibilidades de ficar mais uns dias. Faço da rodoviária meu quartel: diversas ligações para empresas aéreas tentando conciliar as viagens “por terra e pelo ar”. Num clique, recordo que alguém me disse que estavam sobrando duas vagas na van do pessoal que veio de Curitiba. É isso. Mesmo sem certeza das tais vagas, cancelo meu vôo marcado para hoje e permaneço em Paraty! Depois de muitas fotos pelo caminho e algumas leves preocupações acerca de minha volta, chego a Casa da Cultura e acompanho a palestra da manhã.

Marlene Bergamo. No meu bloquinho, “esperanças e desesperanças com a fotografia”. Obviamente me identifiquei com a frase, que expôs a decepção da fotógrafa, que disse não enxergar transformações a partir da fotografia nem a curto nem a longo prazos. Para ela, “fotografar é, de alguma forma, um meio de sobreviver a este caos e às discrepâncias. É preciso estômago tanto para fotografar mortos no subúrbio quanto festas sociais da alta elite”. Ela citou Lewis Hine e as fotografias das crianças como precursor deste trabalho de transformação e denúncia. Na platéia, o escritor, poeta, pintor e jornalista Eduardo Alves da Costa recebe aplausos entusiasmados por uma historinha contada.

Volto pra Dalva, pego a mala e caminho em direção a Pousada do Forte, ali pertinho, porém com uma considerável subida para encarar com a bagagem nas costas, mais uma vez! Encontro um amigo no caminho que me dá uma mão! Depois de mais um almoço no Saboroso, passeio pelas ruelas e visito a igrejinha próxima ao evento [Igreja de São Benedito]. R$ 2,00 para entrar. Patrimônio histórico. Que paz que senti! E como gostei de conhecer São Benedito... mais um santo ao qual devotar, assim como para Meu São Chico que tanto amo e que tanto me faz bem! Escuto sobre a história da igreja e sobre os significados de sua arquitetura e decoração e saio de lá encantada! Ah, ainda dentro da igreja, o primeiro choro do dia, uma prévia do que viria em enxurrada pouco mais tarde. Choro por pensar em Felipe e sentir com toda a força o amor desse milagre divino que é um filho!

Na Casa da Cultura, o ponto máximo do evento! Momento que jamais esquecerei. Uma renovação de forças em mim. História acontecendo sob meus olhos: Arlindo Machado, Walter Carvalho e Walter Firmo, os grandes mestres do Paraty em Foco, ícones brasileiros da fotografia, do estudo da imagem e da cultura das artes visuais. De chorar do início ao fim. E depois do fim...

Uma vontade imensa de compartilhar aquele momento com pessoas queridas e sensíveis aos meus sentimentos. Ligo para minha mãe! Ela já estranha e se preocupa com a voz embargada, mesmo disfarçada por assuntos banais. Não agüento e, contando sobre a palestra mágica que acabo de presenciar, desando a chorar feito criança aos prantos e sou obrigada a sentar no meio-fio da pracinha para curtir com toda a intensidade possível aquele momento de liberação, de extravaso de sentimento e de lágrimas a tanto tempo contidas. Maravilhoso chorar por isso, chorar assim...

[O encontro desses três iluminados merece um texto à parte. Publicarei na seqüência.]

Após a última palestra do dia [Planeta Terra, com David Griffin, Matthew Shirts e Luciano Candisani, todos da National Geographic, entrevistados pelo Cláudio Edinger], reservei a noite apenas para mim! Uma noite para relaxar, somente eu e eu mesma! No Forte, tomei um banho relaxante, coloquei um vestido leve que me deixou leve também, minhas argolas de madeira e meu bracelete de sementes. Alguns acessórios nos trazem muita força, energias diferentes. Da pousada direto para o “paraíso hippie-zen” que encontrei no Centro Histórico. Um lugar de muito verde, céu aberto, chão de terra batida, luz indireta naquela noite enluarada, incensos, cores, trecos e cacarecos daqueles que fazem a mente vaguear por outras bandas, mais tranqüilas. Um centro zen mesmo, um “quase spa”! Foi lá que, durante minhas andanças por aquelas ruelas, conheci o “moço bonito da massagem” [não recordo o nome dele]! Passou em mim um óleo de copaíba [ah, não tenho certeza desse nome...], diz que vindo da Amazônia. Realmente um aroma sem igual. Trinta minutos só meus, uma delícia! Até elogios aos meus pés eu recebi! Ok, nenhuma novidade! Já estou acreditando que meus pés realmente tenham algo a mais! “Com esses pés você não anda??? Você flutua!?!” Uau! Trinta minutos de princesa em plena Paraty! Pena que o tal moço bonito falava demais...!

Flutuando, então, cheguei sozinha em meu recanto noturno, o Spaguetto, e, sozinha, jantei. No meio do caminho... tinha uma chuva! Escolhi uma mesa no salão aberto, nos fundos do restaurante. Chuva caindo ao lado da minha mesa, também luz indireta, muito verde e cores fortes. Massa e peixe divinos. Mais divino ainda jantar ali, naquela ocasião, sozinha, desfrutando completamente de cada sabor. A noite foi um presente para minha alma!




Dia 27 de outubro... Um café-da-manhã delicioso com os amigos no Forte para um dia reservado só pra festa! Também somos filhos de Deus, né? Deixamos de lado a programação do evento hoje para conhecer as praias da região. Primeira parada: Praia do Sono! Espetacular! Após uma caminhada de uns 40 minutos, subindo e descendo morro, avistamos aquele pedacinho do paraíso, praticamente deserto! Nós [em seis], uma meia dúzia de moradores e mais uma meia dúzia de turistas hippies perdidos por ali! Manhã de muita foto, muita conversa boa e fiada, muito mergulho no mar e uma tentativa frustrada de aprender a surfar com um caiçarinha! De almoço, a melhor pescadinha que já comi em minha vida, pescadas pelo Seu Rui [hummm... memória fraca, devo confirmar este nome também!] e preparadas pelas mãos de sua esposa. Está certo que levou mais de uma hora para chegarem em nossa mesa de plástico improvisada na areia da praia mas... talvez pela fome ou não... nosso banquete de pescada estava di-vi-no! Conversa vai, conversa vem... hora de picar a mula! Passeio de barco! Delícia!!! Depois, Praia do Meio, em Trindade, com direito à soneca debaixo do sol morno do final de tarde e “massagem natural” na cachoeira do Chuveirinho.

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Dia 28 de outubro... Voltar para casa... por mais mágica que seja a viagem, é a melhor parte, sempre!




Danielle Salmória | comentários(9)



22/10/2007 00:02
Meu dia...
Ser mãe, querer ser a melhor mãe, perceber mil defeitos que me impedem disso, separar do marido, dar conta sozinha da casa, trabalhar dia e noite num projeto que --- CENSURADO ---, ter certeza de --- CENSURADO ---, cursar uma pós-graduação me sentindo a mais ignorante das criaturas, aguentar papinhos --- CENSURADO ---, --- CENSURADO ---, apenas querer uma paixão qualquer que me faça acordar todos os dias sorrindo mas... Ahhh. Preciso respirar. Parar. Olhar o céu e me divertir com uma das melhores brincadeiras que já inventaram: ver desenho em nuvens! Como é bom... como é bom brincar com elas enquanto o sol penetra na minha pele e resgata minha energia já escondidinha atrás de tantas lutas travadas comigo mesma.

Só um desabafo... --- CENSURADO ---

Danielle Salmória | comentários(2)



22/10/2007 00:02
O bom e velho papel almaço...
Há ritual mais forte que escrever em uma folha de papel almaço? Escrever, escrever... abrir a folha (que delícia)... e continuar escrevendo.
Estou freqüentando, semanalmente, o consultório de uma psicóloga. Tenho como "tarefa de casa" registrar frases direcionadas a mim e que me fazem ou fizeram mal. Também devo desenhar gráficos de humor diários! [Um processo bastante interessante para quem tem memória curta, como eu!] Não vi nada mais apropriado para suporte destas tarefas do que o bom e velho papel almaço. Uma folha como qualquer outra, porém com forte poder de nos remeter à infância e, com ela, à vivências boas e outras tantas as quais me levam ao consultório...

Danielle Salmória | comentários(0)



02/03/2007 12:49
Inspiração...
Esta palavra vem rodeando minha vida há muito tempo. Volta e meia ela aparece, contundente. Voraz. Às vezes apaziguadora, sim. Mas normalmente voraz. Inspirar, inspira, inspire, inspirei, inspirarei, inspirou, inspiraram... inspiração talvez seja das palavras mais fortes da nossa língua. Forte porque instiga a uma atitude. Remete instantaneamente a um pensamento que leva a uma atitude imediata. E quando isso não acontece, quando a inspiração não vem, não dá sinal de existência... aí então "inspiração" torna-se "decepção". Decepção com nós mesmos, com a falta de nós mesmos, com os outros e a falta de outros, com a presença e com a ausência, com o cheio e o vazio, com a vida medíocre que pensamos levar naquele momento. Como é difícil quando perdemos o trecho da caminhada e damos sequência em passos sem direção, desnorteados. Viver exige inspiração a todo momento. E como é difícil.........

Danielle Salmória | comentários(0)



16/01/2007 14:22


Danielle Salmória | comentários(0)



09/01/2007 02:42
Pronto! Abertos os caminhos para 2007!
Depois de longa jornada sem botar pra fora minhas idéias [ um tanto nonsense! ], cá estou com um blog novinho em folha! Não dava mais para continuar com o Village [www.village.blog-se.com.br]. Foram muitas as mudanças e o Village é de um tempo que já ficou lá atrás. Da Minha Aldeia surge sem compromissos, apenas da vontade de desenferrujar os dedos, as teclas e os miolos e pôr tudo pra funcionar!
Não sei o que pode sair dessa minha engenhoca, apenas sei que quero escrever, escrever e escrever! DESENFERRUJAR MESMO!!! E dar muita risada! E fotografar, SEMPRE! À labuta!

Danielle Salmória | comentários(0)



09/01/2007 02:31
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Danielle Salmória | comentários(0)



09/01/2007 02:12
Da Minha Aldeia... (o porquê do blog)
"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo...
Por isso a minha aldeia é tão pequena como outra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tama nho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."

Alberto Caeiro



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HISTÓRICO - DANIELLE SALMÓRIA:
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Danielle Salmória | comentários(0)

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